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Postado por: Vilarô | Categoria: Pediatria | Saúde | Data: 30.03.2020

Como Lidar Com Nossos Filhos em Tempos de Coronavírus: Visão de Uma Mãe Pediatra.

Pode parecer cansativo continuar falando sobre a doença COVID-19 causada pelo novo coronavírus, mas não haveria outra possibilidade neste momento.

 

Sendo eu da área da saúde, lido diariamente com crianças sadias e doentes, vejo mães, assim como eu, se preocuparem com a integridade de seus filhos diante desta nova e incerta doença.

 

Estamos recebendo muitas informações, particularmente para quem é da área médica. Surgem diariamente vários manuais certificados por diversos órgãos competentes, com orientações que mudam na mesma velocidade.

 

A paralisação das escolas, reuniões e afins está sendo um excelente mecanismo de freio da disseminação dessa virose, e precisamos levar isso muito a sério.

 

Sabemos que isso afeta nossa rotina, financeiramente teremos prejuízos, mas é a oportunidade que temos para não ficarmos doentes e nos tornarmos vetores de transmissão para os mais vulneráveis.

 

Também não há como deixar de lembrar e colocar em prática as condutas básicas de uso do álcool gel e de lavar as mãos com mais frequência ao chegar em casa, ou até em locais públicos quando em contato – ou proximidade – com pessoas desconhecidas ou com sinais gripais.

 

Neste momento, devem ser evitadas as idas a pronto socorros. Os pais deverão se conter e, definitivamente, optar pela visita à unidade apenas se o filho estiver com sinais de alerta para situação de maior gravidade.

 

Quem já está acostumado a correr para o hospital com a criança diante do primeiro quadro isolado de febre, vômito, tosse, dor abdominal, coriza, manchas na pele, e afins, terá que se acalmar e refletir sobre o quadro, atentando para o surgimento de sinais de alerta que são provocados pela desidratação moderada a grave, como diminuição do volume de xixi, prostração ou irritabilidade, e também a dificuldade respiratória, esta compreendida como o esforço anormal para respirar, tosse de difícil controle com irritação e obstrução das vias respiratórias altas, quadro alérgico de severo, com edema generalizado ou risco de obstrução de glote, traumas graves, como trauma cranioencefálico, trauma grave de abdome ou tórax… lembrando que casos que requerem atendimento médico com sintomas muito específicos, como alterações nefro/urológicas, oftalmológicas e lesões cortantes, podem ser encaminhados para centros de atendimento de urgência específicos dessas áreas.

 

Diante dos sinais gripais, que, ainda por cima, são muito comuns nessa época, teremos que ser comedidos e buscar tratamento domiciliar sempre que possível. Só será recomendado o atendimento emergencial se a criança apresentar febre de difícil controle, apresentando prostração (no intervalo dos picos febris) ou dificuldade respiratória. 

 

É importante salientar que as crianças são o grupo de menor risco para evolução com gravidade diante da doença COVID-19, e os sintomas comuns são febre, coriza, tosse e dor de garganta. Nada que a maioria não tenha tido eventualmente, principalmente os que estão na faixa escolar.

 

Por falar em grupo de risco, devemos lembrar que o principal deles é o dos idosos com comorbidades, e, diante disso, é importante ressaltar que as crianças são potenciais vetores que podem contaminá-los, portanto, é hora de isolar as crianças dos idosos…. Paciência, será por pouco tempo e para o bem de todos.

 

Estamos diante do incerto. Não se arrisquem ou coloquem o próximo em risco. Sigam as recomendações dos nossos gestores e dos órgãos de saúde. Espero que também possam desfrutar de orientações dos pediatras de seus filhos.

 

Abraços e muita saúde para todos!

 

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Este artigo foi escrito por:

 

Camila Cury Rodrigues Pediatra

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